Construções históricas

20 de dezembro de 2013 by wpcostaverde No Comment

Pontos turísticos e históricos desta linha ilha 

Aqueduto - Duto de água que data de 1896 e foi erguido com pedras e óleo de baleia na época da reforma do presídio Lazareto. Tratava-se de uma ponte para transportar água da represa na montanha para os prédios do Lazareto, antigo presídio. Hoje, é um dos poucos monumentos históricos da Ilha Grande que pode ser facilmente visitado. Nas proximidades há um poço abastecido por uma cachoeira. Acesso por curta trilha aos fundos da praia Preta, subindo o morro. No tempo das fazendas de café, escravos acorrentados eram trazidos para tomar banho neste poço.

Farol de Castelhanos – Um dos mais antigos faróis da costa brasileira. Data do século 19 e preserva seu projeto original. Fica no extremo leste da Ilha Grande e é um dos faróis que sinaliza a costa brasileira. Acesso por barco ou trilha. A visitação é monitorada e para pernoites é necessária uma autorização prévia da Marinha.

Ruínas do presídio de Dois Rios – Conhecido como “caldeirão do diabo”, o presídio foi instalado em 1903, na antiga sede da fazenda de Dois Rios, oficialmente como Colônia Correcional de Dois Rios, e serviu de cárcere para pessoas julgadas por crimes comuns. No entanto, ficou mais conhecido como um presídio de presos políticos. A partir de 1931, após reforma e a abertura da estrada de ligação para a vila do Abraão, passou a se chamar Instituto Penal Cândido Mendes. Em 1940, com a reforma da Colônia do Lazareto, seus presos comuns foram transferidos para lá. Foi implodido pelo governo estadual em 1994. Alguns ex-presidiários acabaram ficando definitivamente na ilha, outros fizeram questão de eternizar suas amargas lembranças em livros, como o escritor Graciliano Ramos (Memórias do Cárcere) e o jornalista Orígenes Lessa (Ilha Grande: Jornal de um Prisioneiro de Guerra). Também passaram por ali os revolucionários Flores da Cunha e Agildo Barata, além de Fernando Gabeira e do lendário malandro da Lapa Madame Satã, que ficou encarcerado por 16 anos na ilha e, após ser solto, trabalhou como cozinheiro num restaurante na vila do Abraão. Restam, hoje, ruínas, sob as quais se escondem muitas histórias. Uma das instalações mantidas foi concedida à UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) para sediar o Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável, que, desde 1998 realiza pesquisas na área ambiental. As ruínas podem ser visitadas pelo público. Ceads: www.meioambiente.uerj.br.

Presídio Lazareto – A fazenda existente no local foi comprada pelo Império em 1884 e transformada em hospital de quarentena para imigrantes europeus vindos de países onde havia surto de doenças epidêmicas ou contagiosas, como a cólera. Entre 1886 e 1913, período de seu funcionamento, o Lazareto atendeu mais de quatro mil embarcações. Desativado em 1940, por ordens de Getúlio Vargas, virou prisão federal, que passou a se chamar Colônia Penal Cândido Mendes e recebeu os presos comuns da Colônia de Dois Rios. Abrigou presos comuns até 1954, quando foram transferidos novamente para Dois Rios, sendo então definitivamente desativada. A demolição dos prédios ocorreu em 1963 por ordem do então governador Carlos Lacerda. Quem visita o local vê as ruínas do que antes seriam as temíveis solitárias do presídio, mas a área está fechada para visitação interna por risco de desmoronamento.

Fonte: UOL Viagem

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